pancreatite aguda

Diagnóstico e tratamento da pancreatite aguda

A pancreatite aguda é uma condição inflamatória súbita do pâncreas, órgão crucial para a digestão e regulação dos níveis de açúcar no sangue. Quando não devidamente tratada, pode causar consequências gravíssimas ao paciente acometido.

No artigo a seguir, abordaremos com detalhes tudo que você precisa saber sobre a pancreatite aguda, bem como diagnóstico e tratamentos. Portanto, não deixe de continuar a leitura!

O que é a pancreatite aguda?

A pancreatite aguda é uma inflamação repentina do pâncreas, um órgão localizado atrás do estômago, responsável pela produção de enzimas digestivas e pela regulação dos níveis de açúcar no sangue. Essa condição é considerada uma emergência médica, pois pode levar a complicações graves e até mesmo à morte se não for tratada adequadamente.

Quais são as principais causas da pancreatite aguda?

Existem várias causas possíveis para a pancreatite aguda. A mais comum é a presença de cálculos biliares, pequenas pedras formadas pela cristalização da bile na vesícula biliar. 

Quando um cálculo biliar bloqueia o ducto pancreático, as enzimas pancreáticas não conseguem ser liberadas normalmente e acabam causando inflamação e danos ao próprio pâncreas.

Outra causa comum é o consumo excessivo de álcool que pode levar a danos no pâncreas. Outros fatores, como infecções, trauma abdominal, certos medicamentos e doenças autoimunes também podem desencadear a condição.

Quais são os principais sintomas da pancreatite aguda?

Os sintomas da pancreatite aguda variam em intensidade e podem incluir dor abdominal intensa, que pode se espalhar para as costas, náuseas, vômitos, febre, taquicardia e distensão abdominal. 

Em casos mais graves, pode ocorrer insuficiência de múltiplos órgãos, icterícia (coloração amarelada da pele e dos olhos) e até mesmo choque. A presença de qualquer um desses sintomas requer atenção médica imediata.

Como é feito o diagnóstico da pancreatite aguda?

O diagnóstico da pancreatite aguda é realizado com base nos sintomas do paciente, exame físico e em exames complementares. Testes de sangue são realizados para avaliar os níveis de enzimas pancreáticas que geralmente estão aumentados na pancreatite aguda.

Também podem ser solicitados exames de imagem, como ultrassonografia abdominal, tomografia computadorizada ou ressonância magnética, para avaliar o estado do pâncreas e identificar possíveis formações de abscessos ou necrose pancreática.

Como funciona o tratamento?

O tratamento da pancreatite aguda é multidisciplinar e depende da gravidade da condição. Nos casos leves, o paciente é internado para receber hidratação e analgesia adequadas, além de ser orientado a fazer jejum para permitir que o pâncreas descanse. 

Nos casos mais graves, especialmente aqueles com complicações, como necrose pancreática ou abscesso, pode ser necessário realizar uma intervenção cirúrgica. A cirurgia pode envolver a remoção de tecido necrótico, drenagem de abscessos ou mesmo a remoção da vesícula biliar.

Como é o período de recuperação?

Durante o período de recuperação, é importante adotar uma dieta adequada. Inicialmente, é recomendado evitar alimentos sólidos e consumir apenas líquidos claros, como caldos e sucos.

À medida que os sintomas melhoram, é possível progredir para uma dieta de fácil digestão, composta por alimentos leves, como sopas, purês e carnes magras. Em alguns casos, pode ser necessário o suporte de enzimas pancreáticas para auxiliar na digestão.

Por fim, é  fundamental o acompanhamento médico regular após um episódio de pancreatite aguda. O médico irá monitorar a função pancreática, realizar exames periódicos para avaliar os níveis de enzimas pancreáticas e a cicatrização do pâncreas.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter, e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como cirurgião em Belo Horizonte! 

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