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Esofagite: O que é e quais seus tratamentos?

Atualmente, a esofagite atinge 12,8 casos em cada 100 mil habitantes, sendo mais comum em homens. Ainda que possa acometer adultos entre 30 e 40 anos, a esofagite pode atingir qualquer pessoa em qualquer etapa da vida.

Ficou interessado? Continue a leitura deste texto. Por aqui você vai se inteirar dos principais pontos a respeito desta doença como, sintomas, principais causas e possíveis tratamentos desta doença. 

O que é a esofagite?

A esofagite é uma espécie de inflamação ou até mesmo uma reação alérgica da mucosa do esôfago (tubo que envia o alimento da boca ao estômago). Os sintomas são muito semelhantes aos do refluxo gastroesofágico, por isso muitas vezes, mas são mais intensos e potencialmente mais graves.

Quais os tipos de esofagite?

Há quatro tipos: a esofagite de refluxo, na qual o retorno dos ácidos estomacais para o esôfago é o que provoca queimaduras químicas, levando à inflamação. É a causa mais comum dentre os casos.

Já a esofagite medicamentosa é causada pelo uso indevido de medicamentos que podem causar irritações ou inflamações no esôfago, por exemplo, doxiciclina, aspirina, suplementos, entre outros.

O terceiro tipo é a esofagite de eosinófilos, neste caso a inflamação é causada devido a uma quantidade excessiva de células eosinófilas em decorrência geralmente de alergias e distúrbios alimentares.

Por fim, a esofagite de infecção que é um tipo mais raro. Acomete geralmente pessoas com baixa no sistema imunológico por conta de doenças ou por idade avançada. Caracteriza-se pela presença bacteriana, fungos, citomegalovírus ou herpes no esôfago.

Quais são os principais sintomas?

Vale ressaltar que os sintomas variam de acordo com o tipo de esofagite pelo qual a pessoa foi acometida. Dentre todos, os principais são:

  • Dificuldade para engolir;
  • Dor no peito;
  • Sensação de bolo na garganta;
  • Azia;
  • Náuseas e vômito;
  • Dor abdominal;
  • Tosse;
  • Rouquidão;
  • Perda de apetite.

Quais os tipos de tratamento para esofagite?

O tratamento deve ser indicado pelo gastroenterologista, geralmente após procedimentos como exames laboratoriais, testes alérgicos, endoscopia, raio x, entre outros. As medidas terapêuticas estão diretamente ligadas a cada tipo da doença. Veja a seguir:

No caso da esofagite de refluxo, são geralmente administrados medicamentos que interrompem a produção de ácidos pelo estômago e permite um maior tempo de recuperação da válvula que divide a passagem do material gástrico que vem do esôfago.

Já na esofagite medicamentosa, na maioria das vezes ocorre a substituição dos remédios que estão causando a inflamação, ou mudança na versão do remédio, no caso entre as formas de pílula, efervescente ou líquida.

Para tratar a esofagite eosinofílica, são normalmente recomendadas formas de sanar as reações alérgicas causadoras da inflamação. Neste caso, orientam-se planos alimentares restritivos e possíveis medicamentos específicos para o combate às reações alérgicas.

Por fim, no caso de esofagite infecciosa, seja ela de causa viral, fúngica ou bacteriana, são habitualmente recomendados, pelos profissionais, medicamentos específicos no combate ao agente causador. São eles: antibióticos, antivirais e antifúngicos.

Em casos raros, quando os medicamentos e procedimentos não são suficientes para a restauração do quadro, recorre-se à intervenção cirúrgica.

Enfim, a esofagite é uma condição que precisa ser diagnosticada e tratada quanto antes. Por isso, é preciso estar atento aos sintomas e procurar um médico assim que suspeitar de alguma anormalidade.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter, e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como cirurgião em Belo Horizonte! 

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