cirurgia bariátrica

Cirurgia bariátrica: entenda a diferença entre as técnicas

A cada ano, o número de cirurgias bariátricas realizadas no Brasil sobe em média 7,5%  e a tendência é aumentar ainda mais. O país está em segundo lugar no mundo em cirurgias realizadas, e as mulheres são as principais pacientes, com média de 80%.

O aumento da realização da cirurgia pode estar relacionado ao crescimento da obesidade, mas também diz respeito a ampliação das doenças associadas a ela, que pulou de seis para 21, sendo a bariátrica o tratamento mais indicado. Porém, há várias técnicas de cirurgia bariátrica que devem ser conhecidas para que o médico e o paciente possam encontrar a mais indicada para o seu perfil.

Conheça as técnicas bariátricas

A obesidade está longe de ser um problema meramente estético. Antes de optar pela cirurgia bariátrica, o paciente precisa buscar ajuda com tratamentos convencionais, como reeducação alimentar e atividades físicas, para evitar um procedimento complexo e radical.

O tratamento da obesidade inclui também cuidar e se prevenir de outras doenças que podem surgir a partir dela, como é o caso da hipertensão, do diabetes e do câncer. Considerada o mal do século, a obesidade é um problema de saúde pública e vem sendo tratada pelos especialistas como uma epidemia, que encontra na cirurgia bariátrica uma grande aliada nessa luta.

Cerca de 90% dos pacientes se dizem satisfeitos com o resultado da cirurgia. Este sucesso está relacionado ao preparo pré e pós-cirúrgico multidisciplinar e a escolha adequada da técnica a ser realizada. Não há respostas objetivas sobre o melhor procedimento, mas o ideal é que seja o mais adequado ao organismo e ao estilo de vida do paciente.

Há três tipos de cirurgia bariátrica: as restritivas, as mistas e as disabortivas, com suas variações. As restritivas diminuem o tamanho do estômago, as mistas reduzem uma parte do órgão e criam um desvio do trânsito intestinal, e as a disabortivas têm como objetivo diminuir a capacidade de absorção intestinal.

Outro diferencial é que as cirurgias podem ser feitas com técnicas abertas ou por videolaparoscopia, influenciando diretamente no tempo de recuperação cirúrgico e na cicatrização. Listamos abaixo as diferenças entre as técnicas bariátricas mais frequentes atualmente.

Bypass gástrico – Gastroplastia com desvio intestinal em Y Roux

É a cirurgia bariátrica mais praticada atualmente, com cerca de 75% de aceitação dentre todas as outras. É um procedimento misto que faz um grampeamento de 95% do estômago para que ele possa se adaptar a uma quantidade bem menor para reservar os alimentos. Há ainda um desvio do intestino inicial, que promove o aumento dos hormônios da saciedade. O Y é pelo corte do desvio.

O paciente pode perder cerca de 45% do seu peso.

Banda gástrica ajustável – Lap Band

Através de videolaparoscopia, o cirurgião insere um anel de silicone na parte mais alta do estômago, dividindo o órgão em dois. Dessa forma é criado um pequeno reservatório antes do anel, onde são depositados os alimentos ingeridos. Pelo tamanho restrito, o paciente já se sente saciado com pouca quantidade de comida.

O paciente pode perder cerca de 30% do seu peso.

Sleeve gástrico – Gastrectomia vertical

Método mais recente, em que é feito um grampeamento do estômago, em forma de tubo, até a entrada do duodeno. É reduzido cerca de 80% do órgão e há ainda a retirada de parte do fundo gástrico para acabar com a formação do hormônio da fome.

É indicada para pacientes com anemia grave ou com outros problemas intestinais. É irreversível e há uma perda de 40 a 45% de peso médio.

Biliopancreática – Duodenal Switch

Há a retirada de 70% do estômago, sem perder sua estrutura e função com a parte restante. É feito também um desvio do intestino delgado, gerando duas vias distintas: uma para receber alimento e outra os sucos digestivos. A técnica limita a absorção de gorduras e diminui o tempo das calorias.

A perda de peso média é de 40%.

 

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter, e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como cirurgião em Belo Horizonte!

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